sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Os limites entre o dark e o pop com a banda eletrônica Modem.

Entrevista com a banda eletrônica Modem.








 Um dos nomes mais conhecidos e respeitados da musica alternativa nacional,  a banda eletrônica Modem voltou a evidencia no ano de 2014, logo no seu inicio lançando o EP Atmospheric, com arte de capa assinada pelo fotografo Wandeclayt Melo. A faixa Glove circulou por vários posts nas redes sociais divulgando o canal da banda no site de compartilhamento sonoro SoundCloud, onde musicas mais antigas da banda estão agora disponíveis para download. Embora o Modem seja conhecida por seus vocais pop e flerte constante com o Dance e o sinthpop de décadas passadas, a faixa Glove surgiu eletrônica, experimental e sem vocais, calcada em batidas e samples, distante de seus hits mais conhecidos como a balada Feel The Rain e o o hino dark Deep Space.
            Para se situar no universo sonoro da banda Modem você precisa primeiro conhecer grupos como New Order, Depeche Mode e o expoente máximo da eletrônica, os  belgas do Front242. O Modem está num intervalo entre bandas obscuras e trabalhos mais atuais e difundidos pela mídia como o Daft Punk e o recém ressuscitado Information Society. Deste ultimo,  Edson F. As vezes parece invocar os timbres vocais, e a replicar o andamento das composições.
            Enquanto a maioria das pessoas não entra num acordo sobre as influencias sonoras do grupo, O Modem anuncia o lançamento de seu novo trabalho “ Tokio Electric Power” que chega ao publico logo na primeira semana de 2015, e desta vez é impossível não desassociar as novas músicas com outra banda de  referencia, o Human League.
            Siga agora a conversa que o blog Dark Round teve com o vocalista Edson F.

DarkRound – Muito bom ter o Modem de volta!

Na verdade sempre estivemos por aqui. Não faz um ano que lançamos o ultimo EP. Atualmente estava empenhado a catalogar as faixas da banda no nosso perfil do Facebook, e disponibilizar para download.  Gravamos algumas covers caseiras e agora preparamos novas composições. As pessoas acham que o modem está desaparecido por que ele faz pouco show, mas eu entendo isso como um movimento natural, é preciso entender que o modem tem sua velocidade própria, e talvez isso tenha garantido sua longevidade.

DR- Acha que é um bom momento para uma banda alternativa lançar seu trabalho?

Com certeza,as redes sociais estão a todo o vapor e notamos uma aquecida na movimentação do cenário, no próximo ano teremos dois festivais de porte, e algumas bandas internacionais de renome como o Ministry e o próprio Front 242 virão ao Brasil. Mas mesmo que nada disso estivesse acontecendo o Modem continuaria com seu trabalho, não dependemos de fatores externos. Além disso, o Modem irá se apresentar no BE Fest no inicio de Novembro em Recife, comemorando os 15 anos do Festival EletroNE.

DR – Falando em EletroNE, você estiveram na primeira edição que aconteceu há 15 anos, como foi foi participar do evento?

Considero aquela como a maior realização do modem, tivemos oportunidade de tocar ao lado de grandes nomes, como o Projeto Biopsy formado por integrantes do Grupo Aguest View, havia o Harry, e o Loop B. que estava estourado na época, fazia shows por todos os lugares e deu até entrevista para o Jô Soares. Tocaram ainda o  Irmandade e o Self  com participação da cantora Leandra Lambert. Foi nossa primeira apresentação para um publico grande, e a partir dele, o modem passou a ser conhecido nacionalmente, ainda hoje tenho contato com pessoas que estiveram no show.

DR – E o que vocês esperam da nova edição?

O novo evento será mais compacto e realizado em um espaço fechado. Das bandas originais, apenas o Irmandade irá participar. Mas pra compensar, teremos a presença do Aire n Terre, banda EBM com a qual eu já trabalhei, pois tocamos juntos em Porto Alegre e Sta Maria/RS. Fora isso haverá uma forte presença de Djs da região, o que ira contribuir muito com o cenário.

DR – O novo single remete diretamente a sonoridade da primeira fase da banda Human League, a proximidade foi intencional?
Modem – Com certeza. No inicio do modem sabíamos que seria impossível criar um trabalho próximo a banda como Front 242 e FLA, pois não tínhamos acesso a sintetizadores e arranjadores sofisticados. Quando ouvi as faixas antigas do  Human League percebi que aquele era o caminho a seguir. Com os tempos outras experiencias se fizeram presentes e o som da banda se tornou o que é hoje.  Quando pensei no novo trabalho “ Tokio Electric Power” resolvi retornar as origens. Então as faixas tem essa levada Cold Wave, para reforçar essa atmosfera convidamos a vocalista Gabi Iasi da banda Poemas de Maio para reforçar os vocais.

DR- A equipe do blog gostou muito do novo clipe de  “ Enjoy Every Second”. Feito em animátic, como se deu a sua produção?
No inicio eu nem sabia que o esse recurso existia. Pensei que uma animação levaria meses pra ficar pronta. Mas o  desenho ficou pronto em apenas duas semanas. A informática lhe possibilita copiar todos os frames necessários, da pra animar um trecho grande com poucos desenhos. Comecei o desenho apenas como teste e só depois percebi que poderia virar um clipe. Mesmo assim, mostrei antes para varias pessoas, pois não estava seguro que ele seria bem recebido. Mas a avaliação até agora tem sido positiva. Acho que é o primeiro clipe alternativo feito pela técnica, eu espero que incentive outras pessoas a tentarem fazer suas própria animações, e quem sabe, ficar melhor que a minha.

Confira aqui o novo clipe em animátic, Enjoy Every Second, e um dos trabalhos mais conhecidos Firefly.























Um comentário: